Pierre Verger – Mensageiro entre dois mundos dia 26 às 19hs

Documentário sobre a vida e obra do fotógrafo e etnógrafo francês Pierre Verger, narrado e apresentado por Gilberto Gil e dirigido por Lula Buarque de Hollanda. Após viajar ao redor do mundo como fotógrafo, Pierre Verger radicou-se em Salvador da Bahia em 1946 onde passou a estudar as relações e as influências culturais mútuas entre Brasil e o Golfo do Benin na África.

Pierre Verger: Mensageiro entre Dois Mundos traz um importante trabalho de pesquisa realizado pelo diretor Lula Buarque e o roteirista Marcos Bernstein (Central do Brasil), que estiveram na África, na França e na Bahia em busca da trajetória do fotógrafo e etnógrafo francês Pierre Verger.

Gilberto Gil é quem narra e apresenta Verger: Mensageiro entre Dois Mundos. O filme traz a última entrevista de Pierre Verger (filmada um dia antes de seu falecimento, em 11 de fevereiro de 1996), além de extenso material fotográfico, textos produzidos por Verger e depoimentos de amigos como o documentarista Jean Rouche (Musée de l’Homme, Paris), Jorge Amado, Zélia Gattai, Mãe Stella, Pai Agenor e o historiador Cid Teixeira. A tão famosa ponte criada por Verger entre a cultura negra na Bahia e na África, rompida desde os anos 40, é reestabelecida no filme quando Gilberto Gil refaz o papel de Mensageiro e percorre os mesmos caminhos do fotógrafo. Outra descoberta de Verger apresentada no filme, são os descendentes da única colonização feita por brasileiros: os “Agouda”, africanos, habitantes do Benin e da Nigéria, que ainda hoje cultivam influências brasileiras trazidas por ex-escravos que retornaram do Brasil ao continente africano.

Debate do filme e pocket show do grupo Ilú Obá De Min

Pierre Verger – Mensageiro Entre Dois Mundos (Brasil, 1998, 84 min)

FICHA TÉCNICA:

DIREÇÃO: Lula Buarque de Holanda PRODUÇÃO: Flora Gil, Leonardo Monteiro de Barros, Pedro Buarque de Holanda

NARRAÇÃO E APRESENTAÇÃO: Gilberto Gil

TRILHA SONORA: Nana Vasconcelos

ROTEIRO: Marcos Bernstein

PRODUTORA: Conspiração Filmes, GNT Globosat / Gêge Produções

Encontro com Milton Santos ou o Mundo Globalizado Visto do Lado de Cá – dia 29 de outubro às 19hs

convite_cineclube 29-10-2009

Documentário discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja das localidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos (1926-2001), gravada em 04 de janeiro de 2001, quatro meses antes de sua morte. Considerado um dos maiores pensadores brasileiros do século XX, Milton Santos não era contra a globalização e sim contra o modelo de globalização hegemônico, que ele chamava de globalitarismo. Analisando as contradições e os paradoxos deste modelo econômico e cultural, Milton enxergou a possibilidade de construção de uma outra realidade, mais justa e mais humana.

FICHA TÉCNICA:

ESTÚDIO:Caliban Produções Cinematográficas Ltda.

DIREÇÃO: Sílvio Tendler

ROTEIRO:Cláudio Bojunga, Sílvio Tendler, André Alvarenga, Daniel Tendler, Ecatherina Brasileiro e Miguel Lindenberg

PRODUÇÃO:Caíque Botkay

EDIÇÃO:Bernardo Pimenta

Esta exibição abre o Seminário “Desenvolvimento e Sustentabilidade: as políticas de crescimento na perspectiva dos movimentos sociais” realizado pela Escola da Cidadania do Instituto Pólis que estende a programação no dia 30 de outubro. Veja a PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO aqui


Cultura e Desenvolvimento

por Valmir de Souza

Nos dias de hoje tornou-se evidente o colapso das teorias de desenvolvimento apoiadas exclusivamente nos indicadores e resultados econômicos. O moderno pensamento deve ser pensado imerso num cenário complexo onde o desenvolvimento cultural ganhe sentido.

(Hamilton Faria)

culturas populares 2

A cultura é o ambiente do cidadão. Entende-se aqui cultura como os modos de vida, os direitos fundamentais do ser humano, os sistemas de valores e simbólicos, as tradições e as crenças, incluindo-se aí a cultura “culta”. Ela é o que dá ao homem a capacidade de refletir sobre si mesmo, sobre o grupo do qual faz parte bem como sobre outros grupos, atribuindo dimensão ética aos indivíduos. Através dela efetuamos as trocas simbólicas e políticas.

Apesar de se constituir em um conjunto específico de valores de um grupo ou de um povo, a cultura fornece possibilidades de abertura para outros grupos num diálogo que propicia interações sociais. A cultura, como processo de criação e apropriação, propicia a “respiração” e a “conspiração” coletiva.

Conforme a “Declaração do México” (1986), “a cultura é o fundamento necessário para o desenvolvimento autêntico”. Hoje se busca uma qualidade de vida também cultural, pois a cultura é relevante na interação dos indivíduos com as comunidades. O desenvolvimento cultural traz consigo a dimensão qualitativa da vida social e econômica, possibilitando ao ser humano a capacidade de aprender comunicar as suas experiências.

O desenvolvimento econômico tem se mostrado “manco” em vários lugares do mundo: a experiência humana se expressa numa dimensão que vai além da produção material, experiência esta que também se constitui na materialidade da vida. Faz-se necessário pensar noutro ritmo e numa nova dinâmica social que possa proporcionar oportunidades de realização efetiva dos sentidos sociais, retomando o significado profundo do desenvolvimento ao propor novos modelos de vida em que a cultura seja o “ambiente do cidadão”.

Sabe-se que a mundialização da economia tem um movimento ambíguo. Por um lado aponta-se para as “fraturas sociais” e as conseqüentes produções de exclusão. Por outro, as apropriações coletivas e individuais colocam possibilidades de alguns avanços nas áreas de comunicação (Internet,TV, rádio…). No entanto, as “fraturas” são mais fortes do que os benefícios, pois no quadro das exclusões, aparecem as rupturas, as divisões, marginalizações, em suma, as grandes rachaduras sociais.

Na Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948) consta que “toda pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, a gozar das artes e a participar do progresso científico e dos benefícios que dele resultem”. Sabe-se, no entanto, que a apropriação e fruição das produções e criações culturais são feitas por uma parcela muito pequena da população.

No Brasil, tem havido cada vez mais uma criação cultural que ainda não foi medida. As comunidades estão produzindo culturas que não são reconhecidas pela imprensa e pela sociedade, ou que sofrem, ainda, enorme preconceito sociocultural por parte da visão dominante de cultura.

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Garapa no Cineclube Pólis – 15 de outubro às 19hs

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Segundo a ONU, mais de 920 milhões de pessoas sofrem de fome crônica no mundo. O impacto desses números depende da nossa compreensão do que significa “passar fome”. Geralmente, os meios de comunicação discutem a questão a partir de uma perspectiva macroscópica, debatendo as causas ambientais, geográficas, econômicas e políticas da fome. Embora este debate seja fundamental, continuamos, no entanto, sem saber como é a vida das pessoas que passam fome. Para que se compreenda o real significado do problema, é necessário conhecê-lo de perto. Garapa é o resultado dessa preocupação. O filme é fruto de mais de 45 horas de material filmado por uma pequena equipe que, durante quatro semanas, acompanhou o cotidiano de três famílias no estado do Ceará. À gente dessas famílias estão Rosa, Robertinho e Lúcia – mulheres que, diante das condições mais adversas buscam estratégias de sobrevivência.

Ficha Técnica:

DIREÇÃO: José Padilha

PRODUÇÃO: José Padilha e Marcos Prado

ROTEIRO: Felipe Lacerda e José Padilha

MONTAGEM: Felipe Lacerda

FOTOGRAFIA E CÂMERA: Marcela Boureau

SOM DIRETO E DIREÇÃO DE SOM: Yan Saldanha

MIXAGEM: Rodrigo Noronha

Assista ao trailer do filme aqui:

O Petróleo Tem Que Ser Nosso no Cineclube Pólis

convite_cineclube 16-09-2009 copyDEBATE COM O DIRETOR PETER CORDENONSI APÓS A EXIBIÇÃO

Com a descoberta de imensas reservas de petróleo no pré-sal pela Petrobrás, o Brasil se vê diante de novas encruzilhadas: o atrelamento indefinido a um combustível fóssil que alimenta uma civilização insustentável ao invés do desenvolvimento de novas fontes de energia limpa, a necessidade do reforço militar para enfrentar a crescente cobiça internacional, além das não menos tensas disputas internas pelas riquezas monetárias geradas pela extração que estão sendo estimadas em trilhões de reais, suficientes para suprir as demandas do país em educação, saúde, moradia, alimentação e infra-estrutura. Qual o caminho que o Brasil vai tomar? Com a palavra: geólogos, engenheiros, economistas, sindicalistas, políticos, intelectuais e o povo. O documentário faz parte de uma campanha popular para a nacionalização das reservas.

“O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO – ÚLTIMA FRONTEIRA” é um filme produzido pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), dirigido por Peter Cordenonsi. Apresenta-se como uma peça importante na popularização da Campanha “O petróleo tem que ser nosso”, que reúne dezenas de entidades dos movimentos sindical, social e estudantil, dentre os quais o MST e a UNE.

Assista ao trailer do filme aqui:

Ficha Técnica:

ROTEIRO, DIREÇÃO E EDIÇÃO: Peter Cordenonsi

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Vera Moderno

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA E CÂMERA: Tiago Scorza

SOM DIRETO: Thiago Sobral e Anderson Coutinho

ARGUMENTO: Gisele Rodrigues e Francisco Soriano

PESQUISA: Gisele Rodrigues

DIREÇÃO MUSICAL: José Henrique Nogueira

ARRANJOS MUSICAIS: David Gang

PREOJETO GRÁFICO: Substância 4

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Fátima Lacerda

Contradanza no Cineclube Pólis – 03 de setembro

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“Contradanza – los campos de la guerra” dirigido por Manuel Cuenca, é uma recopilação de documentários realizados para la televisão paraguaia, entre 2005 e 2008, sobre a Guerra do Paraguai, percorrendo os cenários da guerra, desde a chegada do então coronel Francisco Solano López a Pilar, em 1845, até a retirada das tropas paraguaias de Humaitá em 1868. Misturando documentário e ficção, o filme se inicia com o romance de Francisco Solano López ainda com 18 anos, com uma habitante da cidade de Pilar, Juanita Pesoa, de 16 anos. Ele a corteja dançando a popular “Contradanza”. Na realidade, López havia viajado para a região sul do país, para reforçar as fortificações contra o temor de uma invasão ao Paraguai. É gerada então uma “Contradanza” trágica que muda o destino dos protagonistas. A ação se passa de Humaitá, Quartel General do Marechal durante a Guerra, aos campos de batalha, onde ocorreu destruição e a morte do país.

“Contradanza, los campos de la guerra” tem sido exibidos em numerosas oportunidades na televisão paraguaia, e em inumeráveis projeções para todo tipo de público em diversas cidades e regiões do país. Os papeis principais estão a cargo de jovens interpretes como Daniel Giménez (Marechal López), María Fernández (Juanita Pessoa), e Ruth Encina (Madame Lynch). Todos os atores são integrantes do Ballet Municipal de Pilar, que em sua primeira atuação ante as câmeras, aceitaram o desafio de contar a história de sua região, vista por eles mesmos. O diretor de Manuel Cuenca é um conhecido realizador e produtor de televisão e cinema, no Paraguai.

A sessão contará com debate com a presença de integrantes da comunidade paraguaia em São Paulo.

Mídia, Poder e Sociedade no Cineclube Pólis

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O documentário, produzido pela TV Senado, busca esclarecer as relações entre três entidades que ganharam novas formas e importâncias na virada do século XX para o século XXI. Com depoimentos de jornalistas como Mino Carta, Renata Lo Prete, Alberto Dines, Ziraldo, Franklin Martins, Sidney Basile e Cremilda Medina, que usam sua experiência profissional para analisar a influência da mídia na sociedade, o documentário fala do que influencia a imprensa, dos processos de produção das notícias e das manchetes e dos interesses que se escondem por trás delas. Mídia, poder e sociedade é uma tentativa de ajudar os brasileiros a entenderem melhor o Brasil.

Após a sessão será realizado um debate com o cientísta político Eduardo Viveiros, pesquisador do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (NEAMP) do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da PUC-SP; Marcos Romiti, diretor de fotografia e professor do SENAC; e Celso Bodstein, pesquisador da UNICAMP, na área de jornalismo e professor da PUC-CAMPINAS.

Mídia, Poder e Sociedade
DURAÇÃO: 52 min
ROTEIRO E DIREÇÃO: Aluízio Oliveira
PRODUÇÃO E ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Márcia Torres
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Helder Miranda
SOM E LUZ: Marcos Silva
EDIÇÃO: César Mendes e Aluízio Oliveira
EDIÇÃO DE IMAGENS: Marcílio Soares e Márcio Stuckert
FINALIZAÇÃO: Márcio Stuckert
COORDENAÇÃO: Chico Sant´anna

PERIFERIA.COM no Cineclube Pólis

dia 20 de agosto às 19:00

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O documentário PERIFERIA.COM, de João Daniel Donadeli e Alexandre Rampazzo, é uma co-produção DOCTV IV da TV Cultura e estreou nacionalmente no dia 02 de julho de 2009.
O filme adentra o universo das “lan houses”, pequenos estabelecimentos comercias onde os usuários pagam para ter acesso a internet e à rede local, cada vez mais freqüentes na periferia das grandes metrópolis.
E revela uma geografia dos espaços periféricos da cidade de São Paulo que encontra-se em redefinição de seu posicionamentoem em relação ao centro, a partir do contato de jovens e crianças com a rede mundial de computadores.
As lan houses detêm hoje cerca de 50% dos acessos a internet no Brasil e são hoje uma oportunidade de inclusão aos menos favorecidos ao acesso às tecnologias contemporâneas. O argumento lançado no documentário é que o sucesso das lan houses se deve em parte à falta de espaços culturais nos bairros.
O documentário se propõe a mostrar esse novo processo que, de maneira geral, muda o cotidiano dos moradores da periferia, diminuindo as distâncias entre a inclusão digital e a exclusão social.

PERIFERIA.COM
(São Paulo, documentário, 52 min)
Autor: João Daniel Donadeli
Diretores: João Daniel Donadeli e Alexandre Rampazzo
Co-produção: João Daniel Donadeli | Lumiar Produções Multimídia | Fundação Padre Anchieta – TV Cultura | ABEPEC – Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais

Nós Alimentamos o Mundo no Cineclube Pólis

dia 13 de agosto às 19h00
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A primeira cena é um soco no estômago. Um caminhão abarrotado de apetitosos pães – de todos os tipos e formas -, transportados em sua caçamba, chega a seu destino e descarrega tudo… no chão de um galpão. Começa aí a crítica lacônica do documentário austríaco “Nós Alimentamos o Mundo” (“We Feed The World”), que será exibido nesta quinta-feira, 13 de agosto, às 19h, no Cineclube Pólis.

Além da questão mais evidente do desperdício, a superprodução de alimentos é analisada criticamente sob vários outros pontos de vista: desde a qualidade dos alimentos produzidos, passando pela questão ambiental (do uso de sementes transgênicas, por exemplo), até a das condições a que são submetidos os animais nesse ambiente ultraprodutivo e a de como as práticas tradicionais de obtenção de alimentos estão perdendo espaço frente a esse modo de produção em escala global.

As imagens e histórias são sóbrias, mas fortes e convidam o expectador à reflexão sobre a maneira como produzimos e como consumimos.

Confira o trailler do filme abaixo

Endereço Cineclube Pólis
RUA ARAÚJO, 124, CENTRO
ESQUINA COM A GAL. JARDIM, PRÓXIMO AO METRÔ REPÚBLICA

As crises contemporâneas e o papel da mídia

Por Valmir de Souza

Este artigo integra o livro “Cultura e literatura: diálogos” do mesmo autor

Não [queremos] simplesmente a produção em série daquilo que simplesmente alimente grandes vendas, os hits, as faixas de sucesso, aquilo que simplesmente é o consumo, que eu quero porque todo mundo está pedindo e eu simplesmente sou o eco de um rebanho. Nós merecemos não ser tratados como rebanho. Não merecemos e não queremos ser massa, porque esse é um conceito fascista.

(José Américo Mota Pessanha)

midia e criseVivemos agora na “Idade Mídia”, com os meios de comunicação constituindo-se em ordenadores das práticas culturais. Corações e mentes estão povoados por imagens e sons inoculados pela televisão. Para se compreender as atuais realidades sensíveis é preciso atentar para os imaginários urbanos produzidos pelas tecnologias videológicas.

Estamos inseridos num momento histórico em que a cultura milenar desembocou numa crise sem precedentes, num beco sem saída. Com raízes no Renascimento e no Iluminismo e, indo mais longe, no pensamento helênico e helenístico, o projeto cognitivo da modernidade pretende a universalidade: ampliar os direitos, ampliar a cidadania cultural, ampliar a educação, enfim, pretende “iluminar” o mundo com as conquistas da humanidade do Ocidente. Essa pretensão de globalidade esbarra nas culturas locais, mas nunca é demais lembrar: o que é bom para europeus ou americanos, nem sempre é bom para os “outros” povos.

A crise paradigmática atual da “Civilização Ocidental” se espalha pelo mundo, e apresenta alguns pontos cruciais para reflexão. Essa crise sem precedentes em escala mundial faz pensar sobre as grandes transformações na cultura planetária; as devastações ecológicas – mental, ambiental e social (Guattari, s/d) levam à desagregação social e ao solapamento de valores antes enraizados.

Os deslocamentos migratórios de grandes ondas humanas, não só dentro de seus próprios países, mas generalizados, propiciam uma interpenetração cultural que leva consigo inúmeros conflitos relacionados à sobrevivência, à política e à cultura dentro de um mesmo território: o racismo encontra nesses espaços um lugar fértil para seu crescimento, assim como as ideologias totalitárias.

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